Na segunda‑feira (14), os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, impulsionados por notícias de que drones houthis atingiram o oleoduto Leste‑Oeste da Arábia Saudita. O evento reacendeu temores de corte na oferta, especialmente porque a rota do oleoduto é fundamental para desviar o tráfego do Estreito de Ormuz.

O Brent, negociado na ICE de Londres, avançou 1,02 % e terminou a sessão a US$ 105,68 o barril. Em seu pico, chegou a US$ 109,80, quase tocando a barreira dos US$ 110. Já o WTI, cotado na NYMEX, subiu 1,34 % e fechou em US$ 101,39.

Oleoduto fora de operação por semanas

Fontes citadas pela Associated Press indicam que o trecho danificado do oleoduto pode ficar fora de serviço por várias semanas enquanto as reparações são concluídas. A interrupção reduz a capacidade saudita de exportar petróleo pelo Mar Vermelho, pressionando ainda mais o mercado global.

Segundo Robin Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution, a reação do mercado ao atingir quase US$ 110 foi exagerada, pois ainda não há evidências de perda permanente de volume na oferta saudita.

Apesar da alta, o petróleo recuou das máximas ao surgirem relatos de negociações entre Estados Unidos e Irã. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, expressou otimismo de que os fluxos de petróleo se restabeleçam nas próximas semanas.